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Helena Lima

Helena Lima Santos

Helena Lima Santos (Livramento de Nossa Senhora, 23 de agosto de 1904 - Salvador, 1998) foi uma professora e historiadora brasileira, radicada em Caetité, Patrona da Academia Caetiteense de Letras.

Biografia Editar

Filha de Manuel Pedro de Lima e de Leonídia Maria de Lima, era irmã do Primeiro-ministro do Brasil Hermes Lima. Desde criança foi estudar na cidade de Caetité onde, mais tarde, voltaria como professora da Escola Normal, nomeada pelo professor Anísio Teixeira (1926).[1] Dez anos mais tarde, em 1936, casou-se com o telegrafista José Sátiro dos Santos, com quem teve dois filhos, Roberto Lima Santos e Maurício Lima Santos. Foi, ainda, Diretora da Escola Normal.[2]

Já nos anos 1950 publica artigos e folhetos sobre a história local que, em 1976 resultam no livro "Caetité, "Pequenina e Ilustre"", reeditado vinte anos depois, desta feita pela gráfica de seu filho, Maurício Lima Santos, em Brumado, pela Gráfica e Editora Tribuna do Sertão. Seu título foi oriundo de uma frase do professor Anísio Teixeira.[2]

Genealogista, colaborou com diversas obras de história local e regional, a exemplo de Aurélio Justiniano Rocha, sobre Paramirim[3]; Dário Teixeira Cotrim, de Guanambi[4], Bartolomeu de Jesus Mendes, sobre Caetité - este último tendo sido o membro fundador da Cadeira da Academia Caetiteense de Letras que tem a historiadora por Patrona.[5]; Mozart Tanajura, de Livramento[6], dentre muitos outros.

Em Caetité a professora Helena desempenhou importante papel na vida sócio-cultural, especialmente junto à Associação das Senhoras de Caridade e no Clube da Amizade[1]. Seu trabalho historiográfico foi, em grande parte, embasado nos registros de João Gumes e Pedro Celestino da Silva.[7]

No jornal Tribuna do Sertão, do seu filho, publicou seguidamente crônicas da história sertaneja que constituem importante fonte de consulta para os historiadores locais.[8]

Homenagens Editar

Seu retrato orna a galeria da Câmara Municipal de Caetité; na cidade há uma importante artéria com seu nome[9], além do Patronato da Cadeira 17 do silogeu local[1].

ReferênciasEditar

  1. 1,0 1,1 1,2 Academia Caetiteense de Letras, Selecta Acadêmica, nº 6, pág. 9, Gráfica Globo, Caetité, 2002.
  2. 2,0 2,1 Hermes Lima: Anísio Teixeira, Estadista da Educação, Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1978
  3. Aurélio Justiniano Rocha: História de Paramirim, 1981, Paramirim
  4. Guanambi, aspectos históricos e genealógicos, editora Cuatiara. Coleção: Oficina das Letras. Belo Horizonte, 1994}}
  5. Bartolomeu de Jesus Mendes, Caetité, sua terra, sua gente, sua cultura. Caetité, 1988 }}
  6. Mozart Tanajura: História de Livramento - a terra e o homem, Salvador, SEC, 2003
  7. In: Caetité, Pequina e Ilustre, op. cit., 2ª ed., pp. 42, 47, 50, 128, entre outras.
  8. TANAJURA, Mozart, op. cit., pp. 430
  9. Programação da Festa de Santana 2009, sítio da Rádio Educadora de Caetité, acesso data: 11 de fevereiro de 2010